Palhaços: onde eles estão

Quando você pensa em palhaços, qual o primeiro lugar que vem à sua mente?

Se você respondeu “CIRCO”, ACERTOU! Sob a grande lona, esse artista multitalentoso – que joga malabares, faz comédia com o corpo, encara truques de mágica, toca vários instrumentos musicais e faz a plateia gargalhar – pode desempenhar vários papéis: de costurador de cenas a anfitrião, de salvador da pátria (segurando o espetáculo com sua capacidade de improvisação quando algo sai errado) a bilheteiro. Na relação entre o palhaço e o circo, é muito difícil dizer onde um começa e o outro termina.

E antes do circo, o palhaço existia? De que forma ele se fazia presente?

Quando voltamos atrás no tempo, vemos que esse artista – que é uma forma de manifestação do arquétipo do Bobo – aparece sob diversas formas: Bobo da Corte, Menestrel, Poeta, Commediante Del’Arte, trickster, ráscal; funde-se com o arquétipo do curador gerando o pajé, o homem de medicina… Ele assume uma forma para cada situação e necessidade, porque é sempre o cara que chega para bagunçar nossas ideias, mostrando outros pontos de vista, ampliando percepções e sempre causando! Por isso, ele pode ser visto como um crônico das mazelas do ser humano, um anjo torto ou um inconveniente natural, mas, em qualquer um desses diferentes papeis, sua missão é levantar espelhos para o homem enxergar seu ridículo, gerando profundas reflexões e possíveis transformações.

No papel de Besteirologista – o palhaço que entra no hospital fingindo ser médico para crianças que fingem que acreditam –, ele também causa impacto, fazendo o povo pensar formas humanizadas de tratamento e repensar os conceitos de saúde, doença e cura. Assim, pode ser visto como um Bobo da Corte contemporâneo, mostrando que os aplicativos não são os únicos a sofrerem atualizações.

Saindo do hospital e passeando pelo mundo, esse besteirologista procura se misturar com a paisagem e compartilhar o que vê e aprende com os públicos que encontra; é dessa forma que encaro esse papel de colunista no Observatório do 3o Setor. Compartilhar o que vivo, vejo, ouço, leio e, dessa forma, promover oportunidades de reflexão com uma pitada de diversão.

Portanto, desapertem os cintos, afrouxem as gravatas, relaxem, façam uma pausa, reflitam e, mais importante que tudo, divirtam-se! Até o próximo post!

Wellington Nogueira

Wellington Nogueira

Palhaço, Empreendedor Social Fundador dos Doutores da Alegria.

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