É hora de DES-aprender! Ôba!

Pois é!

Como tudo muda a todo momento e cada vez mais rápido, junto com as mudanças vem sempre alguém martelando o óbvio: tem que mudar! Tem que fazer diferente! E o pior, tem que ser mais rápido! E lá vamos nós, mais uma vez, na pressão de TER QUE consertar o avião em pleno voo, porque “a vida é assim mesmo, ou vai ou racha!” Será que dá para passar pelas mudanças de um jeito mais divertido? Em vez de acrescentar mais um “Tem que” na lista – que só se torna mais uma coisa para fazer –, por que não se livrar logo do fardo e des-aprender o que não serve mais?

Desaprender gasta menos energia, porque é sobre nem perder tempo em acrescentar um “tem que” na lista! Se gasta menos energia, é mais sustentável! É sobre ficar LIVRE de mais uma obrigação para ter mais tempo de diversão! Tudo o que “Tem que” me remete a “obrigação”, muitas vezes, daquelas chatas que não dá para evitar… Enquanto Des-aprender me traz um gosto bom de transgressão, simplesmente por ser diferente!

Jogar lixo fora, por exemplo: podemos DES-aprender a pôr tudo junto e misturado na lata de lixo e em vez de TER QUE separar plástico, vidro, papel etc. podemos criar uma ação divertida, como o jogo de Lixo ao Alvo, onde você mira e atira o papel no saco azul, o vidro no saco verde e por aí vai… O lixo orgânico você joga na composteira (dá para comprar pela internet versões pequenas, para apartamentos), produz adubo e planta um vaso de flor ou ervas comestíveis – como alecrim ou manjericão – numa maneira muito eficaz de vivenciar, no cenário urbano, uma relação saudável com a vida, comendo o que plantamos, a partir de uma pequena e simples ação. E com os descartes, geramos trabalho remunerado para muita gente, temos mais chances de acabar com ilhas de lixo no oceano e abrimos um espaço enorme para a criatividade fluir. E sabe o que isso significa? Uma forma muito especial de aprendermos a cuidar! De nós mesmos, do outro e do mundo.

É hora de desaprender tudo aquilo que nos impede de ser mais plenos em nossa relação com a vida. E pensar evolução como uma trajetória divertida em direção a um futuro desejável, o futuro sustentável, a partir de nossa consciência. Experimenta! O que mais se pode desaprender? O que você descobrir, compartilhe!

Wellington Nogueira

Wellington Nogueira

Palhaço, Empreendedor Social Fundador dos Doutores da Alegria.

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