Tempo de mudança

“Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”.
Albert Einstein

Novamente me deparei com a citação de A. Einstein que sempre nos direciona a uma reflexão sobre o que estamos fazendo e o que pretendemos obter com o que estamos fazendo.

Em outra citação deste que é um dos maiores cientista da era moderna encontramos o seguinte: “Nem tudo que se enfrenta pode ser modificado, mas nada pode ser modificado até que seja enfrentado”.

Assim, se juntarmos os pensamentos, teremos como resultado a clara definição de que precisaremos mesmo mudar, mudar as atitudes, as ações, o pensamento, mudar o que tem sido feito e, se formos além, encarar o que não puder ser mudado então ajustar, adaptar tudo o que, necessariamente, precisa ser integrado a um novo tempo. Sem a atitude e a força de vontade de encarar os desafios dos novos tempos, nada será mudado e, por consequência, os resultados podem ser os mesmos. Ou piores.

O processo de relacionamento entre as pessoas e instituições se baseia basicamente em conceitos como credibilidade, interatividade, convencimento, afinidade, entre diversos outros. No entanto, embora os conceitos sejam os mesmos no decorrer da história da humanidade, a sua compreensão e o seu valor mudam ao longo do tempo. E o tempo, por sua vez, está mais escasso, mais valorizado. O valor e o seu tempo. O tempo e o seu valor.

Percebam que as pausas para as conversas, para a leitura, para a informação estão mesmo menores. Então, fazer como no passado pode não ser mais eficaz. O que funcionou bem anteriormente, já não funciona mais. A alternativa? Mude você também e mude a sua organização, a sua entidade, então.

As instituições, particularmente as do terceiro setor, precisam ter claro em suas estratégias (sim, suas estratégias) que o campo do diálogo está diferente do passado. As pessoas estão mais intolerantes, mais apressadas, menos sensíveis, menos pacientes muitas vezes. Assim, atrair a atenção, promover o convencimento e o envolvimento está mais difícil. Não pelas pessoas, mas pela conjuntura social. Fala-se menos, diminuem-se as palavras e minimizam-se os diálogos, cortam-se contextos. É preciso entender esse novo ambiente de comunicação intrapessoal sob pena de ter um discurso caindo no vazio. E até mesmo não se estabelecendo o diálogo. Perdem-se, ao longo do tempo, os aprendizados, os exemplos e as experiências.

A experiência, por sua vez, essa sempre terá valor. E tanto mais será esse valor se o ambiente não sofrer alterações, se o contexto não sofrer alterações. Bem, não acredito muito nisso. Acredito que os valores se sedimentam na medida em que os relacionamentos se afinam, os laços se fortalecem e na medida em que o tempo passe a aproximar pessoas, organizações e instituições.

Mudar o que se tem feito, sem perder os valores institucionais e, mais que isso os valores pessoais, é um grande desafio. A mudança é benéfica. A mudança é uma boa estratégia.

Sair da zona de conforto pode até não ser muito fácil. Se existe a busca por novos horizontes e novos resultados, a mudança é o único caminho. Enfrentar o que se depara com possibilidade ou não de mudança, é consequência. Sem enfrentar os desafios já terminamos o que, sequer, foi iniciado.

É uma forma de conquista promovida pelo diálogo. A pergunta que fica é: você está preparado para mudar? E a sua instituição, está?

Pensemos nisso.

A comunicação começa por aqui. E pode terminar por aqui também. É tempo de mudança. Para melhor!

Até a próxima.

Roberto Alonso

Roberto Alonso

Formado em Marketing pela Universidade Paulista, com especialização em Marketing de Varejo pela FEA e MBA em Marketing pela FIA Fundação Instituto de Administração. Atualmente é Diretor da RADIC Marketing e Comunicação, consultor e professor de cursos de pós-graduação e MBA. Colaborou para a construção do site e da plataforma de aprendizagem da Escola Aberta do Terceiro Setor, que realiza o curso de Formação de Agentes do Terceiro Setor.