Fidel: O eterno fogo rebelde

A dor e a perda desse grande homem chamado Fidel Castro trouxe comoção a nível internacional, apesar de no Brasil assistirmos vergonhosamente aos comentários distorcidos da grande mídia e, claro, dos ignorantes raivosos que nos deparamos no nosso cotidiano e nas redes sociais.

Mas ao contrário do que muitos ingênuos “pensam”, o legado de Fidel ficará, e jamais será esquecido. A história de Cuba é a história de jovens corajosos e revolucionários que lutaram e enfrentaram o império norte-americano.

Fico emocionada quando escrevo esse pequeno artigo, pois lembro da primeira vez que fui a Cuba em 1990, período especial, como os cubanos falavam. Alimentos escassos, transporte precário, entre outros problemas. Mas lembro que nada ofuscava a alegria dos cubanos. Eles sabiam e tinham consciência de que enfrentariam períodos difíceis.

O tempo passou… Cuba, com todos os seus problemas, manteve-se firme. Fidel Castro sabia que não seria nada fácil. Prova disso foram as diversas tentativas de assassinato que seus inimigos travaram contra ele.

A luta para a manutenção do ideário socialista, apesar de todas as críticas, foi e continua sendo importante. Cuba está entre as dez nações com melhores indicadores sociais de desenvolvimento humano, propiciando grande qualidade de vida a seu povo.

Cuba não é o paraíso, mas também não é o inferno. Acho perigoso fazermos análises de fatos isolados, pois caímos no abismo da fragmentação da vida, ou na ideologia do medo e do fantasma comunista do senso comum.

Cuba e o seu grande comandante Fidel Castro são grandes demais para a nossa pequena compreensão do mundo. A resistência, a coragem e a rebeldia serão sempre a grande inspiração para muitos de nós, atravessará gerações como inspiração de que a história é construída por homens bravos que lutam incansavelmente por um ideário humanitário.

Fidel não morreu, nem para os cubanos e nem para uma grande parte de pessoas. Talvez esse seja o temor de seus inimigos: o eterno fogo rebelde que se alastra e que nos enche de força para continuar resistindo.

Márcia Moussallem

Márcia Moussallem

46 anos, Socióloga, Mestre e Doutora em Serviço Social, Políticas Sociais e Movimentos Sociais pela PUC/SP. MBA em Gestão para Organizações do Terceiro Setor. Professora da PUC/COGEAE e FGV/PEC.

One Comment

  1. Fernando Valeriano Viana
    dez 01, 2016 @ 00:03:24

    Bonito, Marcia, muito bonito e quão verdadeiro! Este “eterno fogo rebelde” nos encanta, nos fortalece e será para sempre inspiração para quem entendeu a história deste grande ser humano, seu ideal e sua grandiosa realização. Que descanse em paz esse bravo irmão. Haveremos sempre de honrar a sua bela contribuição para a dignidade da raça humana.

    Reply

Comente