Observatório do Terceiro Setor lança campanha contra intolerância

intolerancia
Por Luiz Gonzaga Mineiro

Na história brasileira não existe questão mais inquietante que a intolerância.

Ela tem navegado com desenvoltura, sustentando posições e atitudes que agridem o mínimo exigido pela sociedade civilizada. Nossa sociedade mostra a cada dia sua faceta mais cruel: a intolerância.

Limites de convivência são rompidos e aflora-se uma arrogância irracional contra tudo. Diferença de raça, gênero, origem, religião, status, entre tantas outras, ao olhar do intolerante é defeito e o mais grave: característica de inferioridade.

A intolerância reduz tudo a sua verdade absoluta. Ela asfixia a pluralidade e não permite nem o pensar diferente.

Diferenças e imperfeições são da natureza humana. O simples compreender desta condição amplia a realidade, evidenciando que tolerância é antes de tudo, exercício ético.

Cabe à sociedade sensível, organizada, com coragem e inteligência, contrapor este retrocesso de civilidade. É necessária a vigilância permanente. A manifestação da intolerância está no discurso do chefe de Estado, e no gesto discriminatório da criança na atividade escolar. É urgente o resgate dos parâmetros civilizatórios da convivência humana. O começo pode ser em casa mesmo. A família ainda é a melhor semente para plantar mudanças.

O Observatório do Terceiro Setor, em sintonia com as demandas da sociedade civil organizada e consciente de sua responsabilidade editorial e em respeito ao cidadão e a democracia, lança uma  campanha contra a intolerância.

Com o objetivo de atender o interesse do consumidor do conteúdo que produzimos, estamos abrindo nossa plataforma de comunicação para discussão vertical do tema intolerância.

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